Sim, as pessoas complicam, as pessoas sofrem, as pessoas morrem todos os dias, e as pessoas decidem fazer algo - ou não.
As pessoas criam compartimentos onde suas decisões devem se encaixar, mas as pessoas frequentemente acham jeitos de decidir em um compartimento diferente. As pessoas vivem lá fora e morrem lá fora. As pessoas vivem aqui dentro e se asseguram aqui dentro. As pessoas assistem, e as pessoas experimentam. Só as pessoas é que não entendem que as pessoas são todas as mesmas. Ontem, hoje ou amanhã. Sempre as mesmas.
Os direitos humanos precisaram ser colocados no papel para as pessoas o reconhecerem. É assim que as pessoas são. A coisa mais óbvia é que não há nada óbvio o suficiente quando se trata do mundo lá fora...
Hoje assisti mais um filme sobre a obviedade da violência, da manipulação, dos interesses, do alheio. Mas também da vontade de se fazer alguma coisa. Algumas pessoas ainda falam para outras pessoas que as coisas estão erradas... só é preciso escolher qual delas se é. E se continua sendo...
Shake Hands with the Devil ("Apertando a mão do Diabo"), do Roy Dupuis, é baseado na auto-biografia do peacekeeper (um integrante de missão de manutenção da paz da ONU) Roméo Dallaire, que teve de ver o horror no Ruanda, em 1994, quando houve um genocídio. Os números variam, mas estima-se que 500.000 pessoas foram assassinadas em apenas algum meses, maioritariamente da etnia Tutsi. O histórico é longo, e nada pode ser simplificado nesse contexto, como em qualquer outro.
A colonização do Ruanda foi feita pela Bélgica. Uma das táticas usadas é a de dar privilégios a grupos étnicos minoritários, como os Tutsis, para que a população fique dividida e mais facilmente controlável.
Com a independência do Ruanda, em 1959, os Hutus, o outro grupo étnico, maioritário, rebelaram-se contra os Tutsis, expulsando-os do país.
Por volta de 1993, um grupo de Tutsis tentou voltar ao Ruanda, o que causou grande turbulência e uma guerra civil. Chegou-se a um Acordo de Paz, e foi então que a ONU enviou uma Missão de Manutenção da Paz ao país (UNAMIR). Em 1994, porém, com aumento das tensões, o governo Hutu e seu exército apoiaram e participaram do assassinato de tutsis e qualquer hutu que tentasse ajudá-los.
As Missões de Manutenção da Paz, como diz o nome, se limitam a assegurar que a paz, instável, seja fortalecida em um contexto pór-guerra/conflito. Por isso, verão ao longo do filme que o General Roméo Dallaire é constantemente ordenado que fique neutro, não tome lados. Negociar pela paz com ambos os lados, esse é o seu papel, já que os riscos de escalada do conflito são a todo momento calculados, sem se chegar a um resultado previsível. Por isso o filme se chama "Apertando a mão do diabo": ele sabe quem são os criminosos, mas não pode fazer nada quanto a isso.
Assistam o filme, vale a pena. Aviso: é triste, mas vale a pena tentar entender essas situações.
Lugar do Tudo e do Nada... antes mais nada do que tudo, em mergulhos profundos.
sábado, 19 de dezembro de 2009
sábado, 12 de dezembro de 2009
Blue violets
A primavera vai longe e, no meio do outono, achei um dia ensolarado. A vida e o tempo têm sentidos diferentes em dias como este, cheiro, som, cores, e tudo é enquadrado em novos retratos.
As pessoas se colocam em outras posturas, repousam-se em diferentes sonhos, expressam-se em outras vozes, com outras respostas. Seus olhos abrem diferentes janelas, seus paladares sentem outros sabores, suas mãos tocam diferentes texturas, seus corpos envolvem-se em confortável calor, em dimensão mais profunda.
"Seems like only yesterday
Life belong to runaways
Nothing here to see, no looking back
Every sound monotone
Every color monocrome
Life begin to fade into the black
Such a simple animal
Steralized with alcohol
I could hardly feel me anymore
Desperate, meaningless
All filled up with emptiness
Felt like everything was said and done
I lay there in the dark, I close my eyes
You saved me the day you came alive
Still I try to find my way
Spending hours, endin' days
Burning like a flame behind my eyes
Drown in out, drink it in
Crown the king of suffering
Prisoner, slave 'til in the skies
Disappeared the only thing
Bittersweet surrendering
Knew that it was time to say goodbye
I lay there in the dark and I close my eyes
You saved me the day that you came alive
The reason you left me to survive
You saved me the day you came alive
Come Alive [x33]
I lay there in the dark and I close my eyes
You saved me the day that you came alive
Come Alive [x15]
Nothing more to give
I can finally come alive
Your life into me
I can finally breathe
Come alive
I lay there in the dark
Open my eyes
You saved me the day that you came alive
Come Alive
d--b :: Foo Fighters, "Come Alive"
As pessoas se colocam em outras posturas, repousam-se em diferentes sonhos, expressam-se em outras vozes, com outras respostas. Seus olhos abrem diferentes janelas, seus paladares sentem outros sabores, suas mãos tocam diferentes texturas, seus corpos envolvem-se em confortável calor, em dimensão mais profunda.
"Seems like only yesterday
Life belong to runaways
Nothing here to see, no looking back
Every sound monotone
Every color monocrome
Life begin to fade into the black
Such a simple animal
Steralized with alcohol
I could hardly feel me anymore
Desperate, meaningless
All filled up with emptiness
Felt like everything was said and done
I lay there in the dark, I close my eyes
You saved me the day you came alive
Still I try to find my way
Spending hours, endin' days
Burning like a flame behind my eyes
Drown in out, drink it in
Crown the king of suffering
Prisoner, slave 'til in the skies
Disappeared the only thing
Bittersweet surrendering
Knew that it was time to say goodbye
I lay there in the dark and I close my eyes
You saved me the day that you came alive
The reason you left me to survive
You saved me the day you came alive
Come Alive [x33]
I lay there in the dark and I close my eyes
You saved me the day that you came alive
Come Alive [x15]
Nothing more to give
I can finally come alive
Your life into me
I can finally breathe
Come alive
I lay there in the dark
Open my eyes
You saved me the day that you came alive
Come Alive
d--b :: Foo Fighters, "Come Alive"
sábado, 7 de novembro de 2009
Fúria
O dia de ontem fechou-se em choviscos, espalhou água durante suas 24h, às vezes fraco, indeciso, às vezes forte, poderoso. Ninguém podia se sentir feliz, ontem.
Hoje, a fúria, decidiu-se. Abriu o céu, falsa esperança para aqueles que querem aproveitá-lo. Aqui dentro ouço o rugido do dia que zanga-se desde que nasceu. Arrasta as folhas que conseguiram atravessar o portão do outono, espalha-as, confunde, causa o caos.
Energia furiosa de um dia impaciente... as folhas verdes mal resistem, grudadas ao solo por fracas raízes. As flores, as poucas que restaram nessa indecisão outonal, choram enquanto destacam-se das plantas, entregando-se à vontade do mestre. Flutuam por algum tempo e podem sentir-se livres, antes de morrer. Sacrifícios do mestre, raivoso.
Inspira muito, assopra forte, tirando tudo o que puder do lugar. Que lugares? As coisas misturam-se, desordem. Que ordem? Mexam tudo isso! Tirem tudo isso do caminho! Meu caminho, para uma nova estação que não consegue chegar...
Trago até vocês o frio, a reclusão, a solidão. Aproveitem.
Hoje, a fúria, decidiu-se. Abriu o céu, falsa esperança para aqueles que querem aproveitá-lo. Aqui dentro ouço o rugido do dia que zanga-se desde que nasceu. Arrasta as folhas que conseguiram atravessar o portão do outono, espalha-as, confunde, causa o caos.
Energia furiosa de um dia impaciente... as folhas verdes mal resistem, grudadas ao solo por fracas raízes. As flores, as poucas que restaram nessa indecisão outonal, choram enquanto destacam-se das plantas, entregando-se à vontade do mestre. Flutuam por algum tempo e podem sentir-se livres, antes de morrer. Sacrifícios do mestre, raivoso.
Inspira muito, assopra forte, tirando tudo o que puder do lugar. Que lugares? As coisas misturam-se, desordem. Que ordem? Mexam tudo isso! Tirem tudo isso do caminho! Meu caminho, para uma nova estação que não consegue chegar...
Trago até vocês o frio, a reclusão, a solidão. Aproveitem.
sábado, 31 de outubro de 2009
Halloween
Ah, claro, e hoje é Halloween!
Claro que não nos esquecemos, afinal, é também meu aniversário. Desde criança fiz a ligação (confesso que não muito alegre pra muitos, mas eu sempre adorei): Halloween -» aniversário. Fantasias horrendas, acho-as fantásticas!
Separei algumas fotos legais que achei:
Creepy day (and night) for you all!
UAHAHAHAUAHAHAHAA!!!
Sem pensar.
Não está fazendo contas, não está tendo epifanias filosóficas nem entrando em Nirvana.
Escuta uma música, encanta-se, hipnotiza-se, vidra, perde, deriva, flutua, espalha-se por todo o ar e o espaço à sua volta. Mente lateja, mas sem grandes conteúdos. É só deixar o som entrar, as letras dançarem e os instrumentos arrastarem-na pelo ar das divagações.
Mais uma vez, é o tempo que se deforma, que trespassa territórios não permitidos, mas o faz sempre.
Descanso em boa(s) hora(s). Depois dessas vêm as faixas que a fazem querer levantar, fazer algo nesse tempo, usá-lo, aproveitá-lo e continuar a construção.
Sometimes "you can't give enough". Tempos e sons, as vezes não podem tudo. Só às vezes.
Escuta uma música, encanta-se, hipnotiza-se, vidra, perde, deriva, flutua, espalha-se por todo o ar e o espaço à sua volta. Mente lateja, mas sem grandes conteúdos. É só deixar o som entrar, as letras dançarem e os instrumentos arrastarem-na pelo ar das divagações.
Mais uma vez, é o tempo que se deforma, que trespassa territórios não permitidos, mas o faz sempre.
Descanso em boa(s) hora(s). Depois dessas vêm as faixas que a fazem querer levantar, fazer algo nesse tempo, usá-lo, aproveitá-lo e continuar a construção.
Sometimes "you can't give enough". Tempos e sons, as vezes não podem tudo. Só às vezes.
sábado, 24 de outubro de 2009
Sábado de (in)decisões
Hoje o dia explode, hoje o dia se revolta, o dia precisa decidir os pontos finais!
A consequência disso é esquecer-se de fechar a torneira do verão, que ficou ainda pingando...
Ontem frio, nublado, hoje nublado, abafado. É a claustrofobia da decisão sem muitas saídas.
Anda de um lado para o outro, ouve histórias, medos, sente-se encurralado pelos outros. Indignado, não aceita. Mais indignado ainda, quase luta pelo outro, que se deixa encurralar.
Dia, cinza, dia que engoliu todas as pílulas de uma só vez. Engasgou-se, adoeceu. Mas ainda anda de um lado para o outro.
----
Anoitece. O clichê manto negro (nublado que esconde as estrelas e qualquer luz reconfortante) lembra que o dia acabou, que é quase hora de apagar a claustrofobia com as decisões, finalizar.
Boa noite. Tem que ser.
d--b = Alice in Chains (ela e nós, tantas vezes... vezes demais)
A consequência disso é esquecer-se de fechar a torneira do verão, que ficou ainda pingando...
Ontem frio, nublado, hoje nublado, abafado. É a claustrofobia da decisão sem muitas saídas.
Anda de um lado para o outro, ouve histórias, medos, sente-se encurralado pelos outros. Indignado, não aceita. Mais indignado ainda, quase luta pelo outro, que se deixa encurralar.
Dia, cinza, dia que engoliu todas as pílulas de uma só vez. Engasgou-se, adoeceu. Mas ainda anda de um lado para o outro.
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Anoitece. O clichê manto negro (nublado que esconde as estrelas e qualquer luz reconfortante) lembra que o dia acabou, que é quase hora de apagar a claustrofobia com as decisões, finalizar.
Boa noite. Tem que ser.
d--b = Alice in Chains (ela e nós, tantas vezes... vezes demais)
sábado, 17 de outubro de 2009
Music Day - Reading Day
Outro dia musical + leitura.
Café, livros, Mp3, e as mesmas coisas quando de volta à casa.
Today's climate change:
Backspace, novo do Pearl Jam (2009)
E (menos):
Os fins de semana, apesar de Pearl Jam, definitivamente têm precisado ir lá fora tomar um ar fresco...
Café, livros, Mp3, e as mesmas coisas quando de volta à casa.
Today's climate change:
Backspace, novo do Pearl Jam (2009)
E (menos):
Os fins de semana, apesar de Pearl Jam, definitivamente têm precisado ir lá fora tomar um ar fresco...
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